Uma visita muito especial




Relato da coordenadora do MOSB, Drª. Dulcília Silva, sobre a última visita do Programa Recomeço no dia 26 de agosto.


Desde a abertura da exposição comemorativa do bicentenário de Dom Bosco que o museu sentia-se, apesar do elogiado trabalho realizado com as crianças, em falta com Dom Bosco. Ele parecia querer que fôssemos além da simples materialização de sua história, afinal sempre foi um homem de ação. Tudo que construiu foi à custa de muito suor e lágrimas. Começamos então uma busca incessante por um trabalho que divulgasse de forma mais expressiva seus ideais, seus sonhos de recuperação de jovens em situação de risco, de aliviar a dor da fome física e espiritual. E a inspiração veio. Bateu em nossas portas e nos abrimos para o Programa Recomeço. Esse projeto nos permitiu atender a vontade de Dom Bosco e a proposta da nova museologia que atribui aos museus um caráter social. Para os que ainda não tomaram conhecimento esse projeto trabalha com a recuperação de dependentes químicos que compõem a maior parte da comunidade onde o museu está inserido. Em uma de suas ações, conhecida como “Bate Pernas”, responsáveis convidam os dependentes químicos em tratamento a dar um passeio. Já foram a diversos museus, ao zoológico numa tentativa de reintegração social. Na primeira visita que fizeram ao nosso museu apenas dois aderiram. Na segunda apareceram sete. Nessa última, agora dia 26 de agosto, recebemos a maior turma que já saiu para o “Bate Pernas”, quinze pessoas. Pudemos conversar com eles sobre a importância dos salesianos, do Liceu Coração de Jesus, para a história de São Paulo e do Brasil; sobre Dom Bosco, por quem se apaixonaram; sobre os oratórios, sobre o sistema preventivo; ouviram com muita atenção sobre a Revolução de 1924 e de 1932; pararam diante das balas de canhão, dos estilhaços de bombas que durante essas revoluções caíram no Liceu. Fizeram muitas perguntas, responderam outras tantas que propusemos. Mas o destaque do dia foram os animais taxidermizados, o vídeo sobre taxidermia. Inclusive um deles comentou: “Puxa, eu não me interesso por nada, mas eu gostaria de fazer um curso sobre taxidermia”. Outro se emocionou quando para que ele compreendesse o que é um museu, fiz um paralelo com nossa vida, nossa história, a construção da nossa identidade, as marcas que deixamos durante nossa passagem e ele me disse: “Professora, a senhora quis dizer que cada um de nós carrega um museu dentro de si?” Exato, é isso mesmo. Enxugou umas lágrimas e finalizou: “Nossa isso é bonito!”


A visita terminou com uma sensação de dever cumprido, olhei para o quadro de Dom Bosco e entendi o que uma garotinha do Fundamental I disse um dia sorrindo para nós: “Dom Bosco piscou para mim!”


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