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A aparição

Por volta de meia-noite, no dia do enterro do amigo o dormitório onde dormia com outros seminaristas, foi abalado inesperadamente por um fenômeno aterrorizador. Ouviu-se um rumor que parecia desencadear-se no fundo do corredor vizinho e era como o barulho de um carro puxado por enormes cavalos, ou como um enorme trem lançado a correr com toda a velocidade ou como um disparar contínuo de peças de artilharia. Tudo tremia ao redor dos seminaristas. A casa, o dormitório, o forro, o pavimento tudo parecia sacudido por um monstruoso braço de ferro. De repente a porta se abre. O rumor penetra no dormitório, avança parecendo acompanhar uma luz trêmula de muitas cores. Num dado momento o rumor cessa. Faz-se um silêncio sepulcral. E no meio do espanto de todos os seminaristas que se escondiam tremendo sob as cobertas, ouve-se a voz de Comollo a repetir por três vezes:

- Bosco, estou salvo!

Representação artística da aparição.

Muitos ouviram a voz mas só João entendeu as palavras. Nesse momento um imenso clarão encheu o dormitório. O tumulto recomeçou com mais violência ainda, como se a casa fosse desabar arrebatada por um ciclone.  Depois se foi afastando e desapareceu na noite silenciosa. Espavoridos, os seminaristas se tinham levantado em desordem e se amontoavam junto à cela do vigilante, sem coragem de se moverem. De sua cama João procurava acalmá-los e fazer-lhes retomar o equilíbrio das emoções, dizendo-lhes a consoladora palavra da aparição: "Comollo está salvo". Mas não houve meio de restabelecer a tranqüilidade. O susto era grande demais diante dessa irrupção de além tumba!

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