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O contexto da canonização e beatificação de Dom Bosco

O Papa Pio XI, que num dia longínquo de 1883 tinha podido admirar por três dias consecutivos, na qualidade de hóspede de Dom Bosco, as virtudes do homem de Deus, elevava às honras dos altares o grande apóstolo dos filhos do povo. Depois do Decreto de Beatificação, o Céu tinha manifestado bem claramente a sua vontade. Os milagres numerosos concedidos à terra pela intercessão do Bem-aventurado falavam bem alto: era preciso transpor a última etapa que levava à glorificação.

 

Entre os muitos fatos que a gratidão apresentou aos tribunais romanos, Roma escolheu dois: a cura instantânea de duas doentes já despedidas pela ciência. Depois de longas discussões, se lhes reconheceu, em primeiro lugar, a autenticidade; depois, em três sessões solenes, foram esses milagres analisados discutidos, aprovados; e a 28 de novembro de 1933, o Papa deu ordem de se proceder com segurança (tuto) à Canonização do Bem-aventurado. E a Canonização se celebrou com tal magnificência, como jamais se tinha visto. Coincidia com a máxima solenidade do ano litúrgico - a Festa de Páscoa - e com o encerramento do Ano Santo que fora concedido ao mundo para comemorar o XIX centenário da Redenção.

Por isso, Roma regogitava de uma extraordinária multidão de peregrinos. Para termos disso uma idéia bastaria lembrar que a Basílica de São Pedro precisaria ter sido duas vezes maior para poder conter a gente. A metade dos fiéis teve que ficar de fora na praça, aguardando o término da função para receber a bênção que o Papa iria dar do balcão externo da Basílica. Pelas dez e meia mais ou menos, o Sumo Pontífice, atendendo à súplica do Eminentíssimo Cardeal Prefeito da Congregação dos Ritos, que por três vezes instanter, instantius, instantissime - rogara se dignasse S. Santidade proclamar Santo ao Servo de Deus, pôs-se de pé, com a mitra na cabeça, e, solenemente, infalivelmente, declarou inscrito no catálogo dos Santos o Bem-aventurado Dom Bosco.

 

Nesse momento sob a cúpula da imensa Basílica ressoou um triunfal "Te Deum" cantado por mais de 50.000 vozes. Na fachada de São Pedro, foi desfraldada a gloriosa imagem do Santo, e das torres das trezentas igrejas de Roma todos os sinos puseram-se a repicar, espalhando na atmosfera suas notas festivas. Na praça, que, apesar de ser a maior do mundo, se tornara pequena, a multidão aclamava com indizível comoção ao grande educador, ao maior que se tenha jamais oferecido ao povo cristão para lhe servir de exemplo e para lhe ouvir solícito e benfazejo as orações.

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