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Dom Bosco

Dom Bosco nasceu Giovanni Melchior Bosco no dia 16 de agosto de 1815, em Murialdo, num lugarejo chamado Becchi, a cinco quilômetros de Castelnuovo d’Asti (atual Castelnuovo Don Bosco), no Piemonte, Itália. Faleceu em 31 de janeiro de 1888 aos 73 anos de idade. Seus pais cristãos, Francesco Bosco e Margherita Occhiena, eram de origem muito humilde. Aos dois anos de idade perdeu o pai e sendo o caçula de três irmãos precisou trabalhar logo cedo para poder sustentar os seus estudos. Sua mãe, mulher simples e de grande virtude, educou-o na religião e no trabalho. Aos 11 anos como já soubesse ler e escrever, o padre Giovanni Calosso prontificou-se a lhe dar aulas de latim. Andava com o catecismo e com a gramática latina em mãos, já sonhando em se fazer padre.

 

Aos 15 anos de idade começou a frequentar a escola pública de Castelnuovo, onde se hospedou na casa de Giovanni Roberto, alfaiate e músico amador que lhe ensinou canto. Por essa época, também aprendeu o ofício de ferreiro, sapateiro, marceneiro, tipógrafo e doceiro. Aos 16 anos teve outro sonho, no qual recebeu a incumbência de cuidar de um rebanho de ovelhas. Nesse mesmo ano sua mãe o enviou para o Seminario di Chieri, onde continuou os estudos durante quatro anos e fundou a Sociedade da Alegria, organização juvenil que se reunia para ouvir histórias, fazer trabalhos escolares, bater papo e se entreter, de acordo com os preceitos cristãos. Dom Bosco possuía muitas habilidades: era bom na música instrumental, no canto, na declamação e no teatro; era especialista no baralho, nas bolinhas, na malha, na corrida e no salto; conhecia e praticava vários truques de ilusionismo. Com a batina benzida pelo padre Miguel Antônio Cinzano, Giovanni Bosco entra para o seminário e, aos 5 de junho de 1841, em Turim, o arcebispo dom Luís Fransoni o ordena sacerdote. Nesta época, prevalecia a cultura intelectual, influenciada pelo Iluminismo. A situação da classe operária era desoladora, fruto do capitalismo que se instalava também na Itália, a exemplo do que já estava ocorrendo com maior ênfase na França, Alemanha e Inglaterra. A crise social era evidente. Turim, capital do Piemonte, atraía milhares de trabalhadores, velhos e jovens. Neste contexto, o jovem sacerdote Giovanni Bosco iniciou seu trabalho pastoral.

Deus o chamava para consagrar sua vida aos jovens pobres e abandonados. Segundo Dom Bosco, era preciso formar os jovens, qualificá-los com o estudo e uma profissão, tornando-os “bons cristãos e honestos cidadãos”, por meio da promoção humana e da educação pela fé. Nesse período Pe. Cafasso já era o conselheiro de Dom Bosco. Seu conselho orientou para sempre o curso da vida desse jovem, cuja glória chegaria ao ponto de superar a de seu próprio conselheiro!

 

Ao visitar as prisões e verificar a situação em que se encontravam centenas de jovens, Dom Bosco torna-se plenamente consciente dos males que atormentavam a sociedade de seu tempo. Suas pregações na época eram um alerta às autoridades, aos ricos e aos patrões. Sem colocar operários contra patrões, começou a realizar um trabalho concreto para a solução da crise existente, iniciando com jovens empregados em lojas e oficinas, por meio do lazer e atividades religiosas nos finais-de-semana.

 

Criou posteriormente as escolas noturnas, buscando a promoção dos jovens da época. Em 1850, fundou uma “Sociedade de Mútuo Auxílio” que lutava contra o espírito individualista de seu tempo, sendo desta forma favorável aos movimentos associacionistas. Adquiriu, então, a Casa Pinardi para acolher jovens trabalhadores que, posteriormente, foi acrescida de jovens estudantes que com o tempo passaram a descobrir vocações, embrião da congregação salesiana.

Dom Bosco não foi o precursor da profissionalização dos jovens, mas a sua contribuição se deu na adaptação de velhas escolas profissionais, por meio de seu método educativo como resposta à questão operária.

 

Tudo isto fundamentado numa pedagogia do trabalho, centrada na trilogia: oração, trabalho e alegria; que possibilitava uma convivência harmoniosa entre estudantes e aprendizes de diferentes classes sociais, tratados de forma igualitária. Dom Bosco despertava nos jovens a paixão pelo trabalho que era considerado por ele a salvaguarda da moralidade. Dizia: “Não vos recomendo penitências e disciplinas, mas trabalho, trabalho, trabalho”. Trabalho era, para ele, o mesmo que descansar: “Deus me concedeu a graça de que o trabalho e cansaço, ao invés de ser para mim um peso, sempre me fossem recreio e descanso.


 

Em 8 de dezembro de 1841, quando estava prestes a celebrar a missa, surgiu na sacristia um rapazinho pobre, tímido e envergonhado. O órfão Bartolomeo Garelli tinha 16 anos, era servente de pedreiro, não sabia ler nem escrever e não havia feito a Primeira Comunhão. De joelhos, Dom Bosco reza com ele uma Ave- Maria e passa a lhe ensinar o catecismo, dando origem, no dia da Imaculada Conceição, na sacristia da igreja de São Francisco, em Turim, ao Oratório di Don Bosco. A partir desse momento passou a reunir os meninos para brincadeiras e o catecismo em um Oratório ambulante. Na Páscoa de 1846, com ajuda da Divina Providência, conseguiu sua primeira sede fixa em um telheiro do senhor Pinardi, transformado em Capela, com um prado ao lado que servia de campo de jogos. Em 20 de junho de 1852, com alegria, Dom Bosco vê consagrada a igreja de São Francisco de Sales onde, por dezesseis anos, dedicou-se à sua obra.

 

Mantinha em casa, com ajuda de sua mãe, oficinas de sapataria, alfaiataria, encadernação, marcenaria e tipografia frequentadas por órfãos pobres e abandonados. Foi o princípio das Escolas Profissionais.

 

Dom Bosco foi beatificado no dia 2 de junho de 1929 e canonizado na Páscoa de 1934, no dia 1º de abril, pelo Papa Pio XI. Em 1989 o Papa João Paulo II proclama oficialmente Dom Bosco como “Pai e Mestre da Juventude”.

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