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Acervo

Coleção de Música: coleção composta em sua maior parte por partituras utilizadas nas aulas de música das escolas salesianas no Brasil. Também faz parte da coleção livros, rolos de organolas entre outros objetos. O acervo musical do MOSB preserva fontes que apontam para outras concepções relacionadas ao ensino musical, o que se torna um importante campo de pesquisa para a elucidação de projetos distintos do orfeonismo. Neste acervo encontramos amostras das mais variadas práticas musicais que ocorriam na cidade de São Paulo. Um dos conjuntos mais interessantes é o de música para piano, no qual existem obras de vários estilos e épocas diferentes. Do Segundo Império destacamos desde polcas, valsas, schottischs e outros gêneros de música de salão, até fantasias e caprichos de compositores como Gottschalk e Thalberg pelos quais os pianistas mais habilidosos podiam mostrar sua virtuosidade.

 

Muitas destas obras foram impressas no Brasil, em casas como a Pierre Laforge, Bushmann & Guimarães, Filippone e Tornaghi, Arthur Napoleão, Casa Vieira Machado etc. Além do Rio de Janeiro, outras cidades brasileiras estão representadas, como Recife (PE), de onde vieram vários exemplares de música impressa por Antônio José d'Azevedo,  que  lá  atuava  por volta de 1920, ou de  Salvador  (BA)  como  as  obras  do

compositor Olegário Pinto de Sales, compositor baiano falecido em 1871, e cujas polcas Para-Raios e Palais Royal, existentes na SM-MOSB, ainda não foram identificadas em outras bibliotecas brasileiras.  Evidentemente não poderia faltar música impressa em São Paulo, da qual se destaca um grande número da coleção Danças Modernas, publicadas por A. Di Franco ou a cakewalk Capoeira, de Valério Viera, conhecido fotógrafo atuante em São Paulo, ou as obras de Chico Bororó, pseudônimo de Francisco Mignone, também impressa por A. Di Franco. Outro conjunto bastante importante é o de música sacra, que inclui obras escritas no estilo baseado na ópera italiana até cantos pastorais pós Concílio Vaticano II, ou seja, música dos meados do século XIX até a década de 1990. Entre os primeiros podemos citar o Te Deum em Sol para coro e orquestra, de Francisco Manuel da Silva, preservadas em partes manuscritas, ou a partitura manuscrita da Missa do Sagrado Coração de Jesus para grande orquestra e vozes, do compositor João Gomes de Araújo. Outra obra importante desta coleção é a Pastoral com texto de Coelho Netto e música de compositores bastante expressivos do início do século: Santana Gomes, Francisco Braga, Henrique Oswald e Alberto Nepomuceno. Totalizam cerca de 5mil objetos.